A música parecia fluir como veneno pelas minhas veias, me dando uma euforia que não saberia explicar depois. Era incrível ver como o ambiente quente e abafado não me afetava, só me excitava ainda mais a prosseguir. Eu me mexia no ritmo da música, extravasando a energia extra, sentia que era o que eu precisava. Eu passava as mãos pelo cabelo lentamente, desfazendo os nós que iam se formando durante os movimentos leves, mas imponentes. Os seus pedidos da noite anterior me faziam rir, mas eu havia cedido a ele e agora me encontrava dançando no meio da sala, deixando as memórias se juntarem a minha euforia, dobrando o calor que sentia. Sentei no carpete felpudo perto do sofá, dando uma leve olhada para a fina aliança prateada na mão direita, enquanto imagens percorriam minha mente rapidamente. Jantar. Brincadeiras. Indícios. Aliança. Namoro? Não, um comprometimento fora do comum. Seu apartamento. Quarto. E finalmente os lençóis vermelhos. As suas mãos geladas no meu corpo quente, fazendo com que eu me arrepiasse. Não existia nada mais para mim, a não sei os seus toques que me levavam a loucura, o seu cheiro apimentando se mesclando com o meu... A batida da porta me arrancou dos devaneios, desviando meus olhos da aliança, pousando-os em você, parado na minha frente com aquele sorriso safado que me fazia aceitar os pedidos mais insanos. Levantei e em poucos segundos já estava na sua frente, deixando a insanidade se completar;
A minha dança não seria a mesma coisa sem você. Tudo que mais gosto seria impossível viver sem você, ou de que outra maneira sentiria novamente tudo aquilo que você me proporcionou naqueles lençóis vermelhos? Todo aquele prazer insano que me deixava louca por mais, como um vicio que jamais poderia largar... O vicio pelo errado que me atraia e me segurava e por isso estava aqui. No lugar errado, com o propósito errado e a pessoa certa para coisas erradas!

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E eu não escrevo melhor...

Quando estou preso no chão Então não me ensine uma lição Pois eu já aprendi Eu não quero o que você quer Eu não sinto o que você sente Veja estou preso numa cidade Mas eu pertenço ao campo Tudo bem E o coração bate em sua gaiola

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