Mais uma vez ele bebeu demais. Mais uma vez eu fui à vítima que aguentou seus lamentos, suas lamurias, e, algo que não acontecia há algum tempo, suas perguntas sobre o quão importante ele é na minha vida. E mais diferente ainda, ele falou da morte. Mais uma vez ele me assustou. Algo que eu gostaria de ter respondido pra ele hoje, mas não tive coragem, é que, antes de todos os erros, antes de tudo de pior que eu me
lembro, ele foi meu herói.
Eu gostaria do fundo do meu coração olhar nos olhos dele e dizer o quanto eu o amo, e o quanto eu preciso dele aqui. Do contrário do que ele pensa, não para bancar minhas idiotices, e sim, para me mostrar o caminho certo. E sim para que eu pudesse ouvir o que eu desejo ouvir desde pequena e nunca tive a oportunidade.
‘Eu te amo, filha. Eu sinto orgulho de ter te criado, de ter sido o teu pai. ’
Não tem como explicar o nó que se formou em minha garganta, pois cada dia que passa eu sinto que tenho deixado de lado as palavras que eu venho lutando desde sempre para dizer. Não só para ele, mas sim para todos que eu tenho medo de enfrentar.
Ninguém sabe, mas eu sinto medo. O tempo todo. E cada palavra que eu o escuto dizer após três copos de Whisky me machucam.
Lithium - Evanescence
0 comentários:
Postar um comentário